Criando um mundo à minha medida... -"Grande mundo!!! Tu só medes 1.80"...

Quarta-feira, 20 de Fevereiro de 2008

Voltei a errar, a sentir aquele sentimento que com tanto esforço e o amor daqueles que realmente me amam tinha conseguido retirar do coração onde estava cravado.

Mas porque será que nunca consegui-o ser um bocado, nem que seja pequeno, feliz?? Sempre que dou um passo em frente tenho medo de errar e recuo logo dois para trás, o medo de errar parece estar cada vez maior, desde que hoje voltei a magoar pessoas amadas acho que nunca mais errei ser capaz de ser o ser que eu tanto desejo alcançar. Sou fraco, um miúdo que nunca irá querer sair à rua com medo do escuro, ou então do género, ter medo que haja algo de mal que me possa acontecer. Sou um hipócrita quando digo a quem realmente me ama que estou bem, quando realmente estou tão no fundo do poço, precisando que alguém me estenda a mão, que me puxe pois sinto que as força são cada vez menos…

Hoje, agora mesmo antes de iniciar, desejei que finalmente tivesse o meu carro. Assim iria para a praia, mesmo a chover para gritar e desabafar com as dunas, que pouco ao nada me conhecem mas que tanto por mim fazem.. Queria libertar os meus problemas no mar, sentar-me na areia e esta irrigar o meu corpo. Quem me dera que tivesse um ataque de hipotermia para levar-me deste mundo.. Queria chorar, queria libertar o medo, queria soltar a fera ferida que tenho dentro de mim. Mas como sempre, para mim isso parece quase impossível.

Se Deus existe mesmo, ou alguma força ou espiritualidade divina, como acredito, gostava de saber o porque do meu medo, o porque de tanto sofrimento desmedido.

Às vezes penso que sou mal agradecido. Tenho roupas, tenho casa, tenho comer em cima da mesa, tenho um computador. Tenho estes bens todos que para muita gente são considerados luxos e que para nós, são apenas bens de necessidade básica, aos quais sem eles já não conseguimos viver.

Sinto-me tão mal por ver como sou mau comigo e principalmente, mau com quem gosta realmente de mim. O medo faz com que eu os afaste e que fique sempre só. Solidão que eu tento afastar, mas que a pouco e pouco, eu próprio crio-a e dou-lhe largas para se expandir para quem mais gosto.

Gostava que um dia, um único dia, fosse capaz de fazer algo que acabasse com este sofrimento nem que isso fosse, acabar com a minha vida, dar descanso ao espírito cansado que tenho dentro de mim…   

sinto-me:
música: Sarah McLachlan - Angel
publicado por EA às 17:04

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