Criando um mundo à minha medida... -"Grande mundo!!! Tu só medes 1.80"...

Terça-feira, 23 de Setembro de 2008

Se a força surgisse dos nossos medos, ódios e desabores eu admitia! Admitia que sou fraco, se daí conseguisse retirar forças.

Deixaria verter lágrimas dos meus sofridos olhos, da minha sofrida alma. Mas, por mais que as lágrimas queiram sair para libertar a parte sofrida que existe em nós existe sempre algo que as faz ficarem retidas. Um sentimento que as fazem ficarem prisioneiras do olhar. Dando-nos a sensação de estarmos encurralados em nós próprios.

Como se existisse uma outra pessoa dentro de nós que não quer dar o braço a torcer, que quer demonstrar que é forte, que consegue suportar tudo e todos, vivendo assim numa eterna prisão de solidão.

O problema é que não é a solidão que nos aprisiona, nos é que nos refugiamos nela a procura de abrigo.

Infelizmente somos assim...

música: Telepopmusic - Just Breathe
publicado por EA às 11:33

Sábado, 15 de Março de 2008

Balanço no velho e gasto baloiço. Dou impulso com as pernas para poder atingir mais velocidade, para atingir o céu. Á medida que começo a subir, ouço um chiar cada vez mais alto, cada vez com mais intensidade. Sinto as braças do velho e cansado carvalho a cederem, sinto que a braça se vai rasgando. A pouco e pouco, os meus pés raspam pela areia, levantando uma estranha e empoeirada nuvem de areia, mas mesmo assim continuo a baloiçar.

Sinto a adrenalina desmedida a penetrar meu corpo, tomando conta dos meus gestos e reflexos. Sinto que estou perto do céu, que consigo reter no nariz o cheiro das brancas e macias nuvens, sinto que consigo tocar no quente e longínquo sol. Sinto que aqui nada de mal me pode acontecer, momentaneamente a braça cede. Cai-o no chão repentinamente, sem ter qualquer hipótese de reacção. Fico assim, estatelado no chão de braços abertos olhando para o céu e liberto gargalhadas hediondos e incompreensíveis. Olho por minutos para o lado e vejo a frágil e só braça do carvalho, penso de como ela daqui em diante se deverá sentir deslocada do seu meio, só, desabrigada de um meio que a acolhia e que por mim fura roubada. Penso como já fui assim, como ainda sou um pouco assim e como irei ser sempre um pouco assim.

Sinto que agora o baloiço nunca mais será o mesmo velho e acolhedor baloiço, haverá sempre uma parte dele que irá faltar…        

sinto-me:
música: Yann Tiersen - L`apres midi
publicado por EA às 19:26

Sábado, 19 de Janeiro de 2008

Estou sem sono, olho para o lado e vejo teu corpo…

Liberto um sorriso só por te ter a meu lado. Saber que entre nós tudo esta bem é um alívio... Começo a mexer-te nos cabelos e a beijar-te o pescoço, murmuras ruídos baixos e abanas o corpo como quem quer dizer: “Deixa-me dormir”, dá-me vontade de rir…

Nunca senti-me tão bem por poder estar contigo, estar do teu lado despreocupado e apenas vivendo o momento. Já nem sei a quanto tempo isto não acontecia..

Volto-me de barriga para o ar e penso em tudo pelo qual passamos, as nossas peripécias, as nossas desavenças, os beijos que roubei-te e que me foram roubados.. Aiii momentos destes, não são fáceis de se esquecer…

Sei que agora estou completo, tudo o que passamos foi apenas provas para nos testar, para termos a certeza do que queríamos.

Abraço-te com jeito para que não acordes, e quero assim partilhar contigo o sonho que ambos estamos a viver…  

sinto-me:
música: Bird York - In the deep
publicado por EA às 12:57

Sábado, 29 de Dezembro de 2007
 Encontro-me deitado nestes lençóis, que um dia tanto nos aqueceram. Recordo momentos, desejos e medos… Recordo que nunca foi bom em procurar soluções para os nossos medos, sempre foste mais forte que eu…
Agora, sou acordado pelo termo ventilador que repetitivamente vai dando calor ao nosso, ao meu quarto…. Dando-me a breve e estranha sensação de presença, de até talvez, compensação por sentir a tua falta... Ligo a aparelhagem, num tom suave e sereno, tentando fazer com que esta não se sobreponha ao barulho do termo… Não encontro nada de jeito, resolvo colocar os phones e colocar a dar a música marcante de momentos felizes, a música que tudo de nós diz e que ao mesmo tempo nada sabe…
Levanto-me calmamente, tropeço nos chinelos que resolvo atirar antes de me deitar, acho que é mesmo só preguiça em retira-los dos pés e colocar no chão. Mas não, antes de deitar tenho que fazer o favor de arremessamos para bem longe… Pelos vistos, este hoje ficou bem perto. Continuo a andar no escuro, chego por fim a parede da janela. Começo serenamente a puxar pelo laço dos estores e, a pouco e pouco, vou levando com os raios de sol que conseguem trespassar essa barreira de plástico..
Sinto-me estranho e inepto de fazer qualquer actividade… Sinto que a cama é o melhor refugio para esconder e ao mesmo tempo relembrar o que o passado tenha dissipar…
sinto-me:
música: Clã - Utilidade do Humor
publicado por EA às 13:44

Sábado, 08 de Dezembro de 2007

Voltei a erguer a cabeça, que se encontrava à muito voltada para baixo.

Olhei para o céu e vi que as nuvens negras ainda lá estavam, tornando o dia ainda mais deprimente e fatídico…

Desci aquela encosta que parecia nunca mais ter fim… Tomei caminhos dos quais hoje não me arrependo, pois continuo a pensar que de todo fiz para te conseguir...

Do céu, abatiam-se sobre mim pequenas e ínfimas gotículas de chuva, daquelas que fazem à pessoa sentir-se aliviada e criando a falsa ilusão conforto… Comecei a correr para a estação de comboios para me poder despedir de ti, dar-te um daqueles abraços apertados, beijar-te, como se da última vez se tratasse, dizer-te com a dor no peito o simples adeus…

As pernas começavam a fraquejar, da estação de comboios nem sinal, mas não paro… Continuo a andar debaixo da chuva que a pouco e pouco começa a aumentar de intensidade, sou encharcado pelos carros que passam a toda a velocidade pelas poças que a pouco e pouco vão-se criando… Sinto que estou a fraquejar e penso que não irei ser capaz de chegar a tempo, começo a sentir-me ainda mais melancólico… Tenho sorte, passa por mim um táxi, não perco mais tempo, faço sinal mas o senhor não pára…

Continuo a correr, acho que foi esse mesmo acto de falta de compaixão que me fez ter ainda mais determinação para ir ao teu encontro...

Chego, peço informações acerca do teu destino… Sou informado que ainda tenho hipótese de ir ao teu encontro, não perco nem mais um minuto. Acho que estes todos aglomerados fizeram-me ainda ter mais força para ir ao teu encontro… Corro como se fosse um doido, sinto o olhar de repreensão dos outros utentes…Não me importa, não vou desistir de ti…

Chego ao local de embarque não vejo mais ninguém.. Senti que te perdi e nem tive a oportunidade de dizer um único adeus. Caiu-o de joelhos no chão e momentaneamente levanto a cabeça para o céu, como se tivesse a perguntar porquê…

Passados minutos, sinto uma pessoa ao meu lado, abro os olhos e vejo uma senhora idosa que me diz: “Não vale a pena ficares triste daqui a 30 minutos haverá outro.” E sorri-me… Pensei para mim mesmo, não era bem essas palavras que queria ouvir, mas, tive que ser forte e voltar para trás…

Cheguei a casa tendo a sensação que era uma esponja, torcesse por onde torcesse era só água. Decidi ir tomar um banho rápido…

Depois de um bom banho, veio-me a cabeça as memórias, memórias que decido esquecer de uma vez por todas… Vou a gaveta onde guardo os medicamentos e vejo se está algum calmante para adormecer. Encontro, começo a olhar fixamente para caixa e a pensar quantos é que deva tomar…

Decido colocar alguns dentro de um recipiente, dando a imaginar um cocktail de medicamentos, tomo todos de uma só vez… Vou para cama… Apenas quero dormir e esquecer…

Acho que ouço alguma coisa lá fora, não tenho bem a certeza, mas parece que é: “Estamos quase a chegar ao hospital, tem força”…

sinto-me:
música: Yann Tiersen - Coma
publicado por EA às 17:39

Sexta-feira, 16 de Novembro de 2007

Vagueava pela rua como uma sombra, que constantemente persegue o seu feitor…

Senti-a o frio de Dezembro a afectar os membros superiores, tentando os fracos e errantes raios de sol colmatar a falta de calor que sentia…

Senti no rosto o ar gélido que, aos poucos e poucos fazia com que os meus olhos começassem a fechar, as pernas começavam a petrificar… Senti a cabeça às voltas, todo a minha volta estava em movimento… Senti que estava a cair…

Sentei-me por meros minutos, num banco de jardim que aqui se encontrava… Coloquei a cabeça encostada às pernas, coloquei os braços à volta das pernas, senti que tinha voltado a ser uma criança vulnerável e frágil, que ainda precisava de alguém que me desse a mão e que me conduzi-se ao caminho mais acerto…

Passado alguns segundos, senti um raio mais quente a bater na mão, senti o calor que à meses procurava para preencher uma parte do coração que se encontrava paralisada, com falta de sentimento…

Levantei a cabeça bem devagar, para tentar absorver o máximo possível do momento, quando momentaneamente abro os olhos, dou de caras contigo... Afinal o raio que tanto conseguiu fazer-me feliz era apenas o teu toque… Senti que afinal a criança não esta sozinha, tem e terá sempre uma mão que de uma maneira ou outra, esta sempre disposta a ajudar e a transmitir calor…

 

Frase: Podemos viver numa relação de distância (frio), mas quando estou contigo sinto que todo é superável, nem que seja por breves minutos (calor).  

sinto-me:
música: Ana Carolina e seu Jorge - É isso aí
publicado por EA às 16:39

Sexta-feira, 19 de Outubro de 2007

Sinto-me culpado por nunca te ter dado um beijo com amor…

Sinto-me culpado por nunca te ter feito feliz, como tu me fazias sentir…

Sinto-me culpado por um dia te ter dito que estava todo bem…

 

Após o nosso afastamento a vida para mim deu uma volta de 360 graus… Já não sei a quantas ando, não sei que tipo de rumo deva dar.. Só sei que existe uma enorme falha no meu peito, falha essa que foi causada pelas nossas enormes discussões, pela falta de compreensão mútua, da falta de diálogo……
Queria que tudo fosse diferente, queria voltar a tentar… queria voltar a sentir… Queria voltar a ter-te e a meu lado… Sentir a tua respiração, o teu folgo o teu cheiro… Ai, como sinto saudades…
Será que ainda tas ai???? Será que não deixas-te de acreditar em nós e foste em busca de algo que te completasse???
Não te posso censurar, nunca fiz nada para merecer o teu verdadeiro AMOR. Apenas ia e vinha e sabia que estavas sempre lá, ou assim pensava…
 Mais uma vez a vida encarregou-se de me mostrar que anda ai e não deixa passar nada em branco…
sinto-me:
música: Counting Crows - Colorblind
publicado por EA às 09:31

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