Criando um mundo à minha medida... -"Grande mundo!!! Tu só medes 1.80"...

Sexta-feira, 12 de Outubro de 2007

São 7.25 horas da manha, acordo como de costume para correr pela rua. Esta frio na rua, tento ao máximo não desistir da corrida, pois esta é essencial para evitar pensar, reflectir ao mesmo sonhar… Depois de tantas horas na cama sem dormir, revirando-me de um lado para o outro sem conseguir tirar-te da cabeça sinto que é fundamental correr, tentar fugir para banir-te do meu pensamento… Começo a correr, o frio enrijece-me a cara, sinto como se tivesse levado um “tremendo enxerto de porrada”, agora será pertinente dizer que, o meu corpo começa a sentir o que a minha alma já sofre a largos anos com tua indiferença e ingratidão… Faço de todo para te agradar, para que sintas que podes contar comigo em qualquer instante, mas sei que para ti, isso não tem qualquer tipo de interesse ou valor….

Começo a correr mais de pressa, atinjo os meus limites de exaustão mas não quero parar, transpiro, sinto o fôlego a ficar descontrolado… Por fim, já sentindo uma fraqueza nos membros, paro… Coloco as mãos nos joelhos e respiro fundo, vejo uma sombra…Olho para cima, dou de caras contigo, ignoras-me e passas por mim como se fosse invisível…. A tua sombra fica a pairar na rua… Uma folha levemente começa por cair do alto do seu esplendor, indo de encontro ao sítio onde estives-te, abaixo-me e seguro nela, encostando-a suavemente ao meu rosto suado e cansado. Ainda sinto o seu calor, calor que só lembro sentir quando estavas a meu lado…

Decido, leva-la para casa e coloca-la junto há moldura que agora esta vazia… Sento-me no cadeirão que fica voltado para a rua, penso no que estaria a fazer neste preciso momento se tu estivesses a meu lado… Adormeço… Sonho contigo a rir e a passear pela beira mar, sinto-me feliz… Acordo e vejo que tudo não passa de uma ilusão criada pela vontade imensa que tenho em te ter a meu lado… Decido ir tomar duche e refrescar as ideias…

Oiço o telefone a tocar, não chego a tempo, o atendedor de chamadas dá sinal de mensagem vou ver, reconheço desde logo a tua voz doce e carinhosa como sempre, pedes para ir ter ao nosso, quer dizer, aquele café que em tempos foi nosso local de encontro, pedes para conversarmos. Na minha mente começa desde logo a ser criado expectativas acerca do que poderá ser o tema da conversa: – “Tenho quase a certeza que sente a minha falta e quer voltar para mim, recomeçar o que tínhamos deixado a meio ”.      

Corro para o quarto e coloco a primeira roupa que encontro, saio disparado de casa para ir ao teu encontro…

sinto-me:
música: Rodrigo Leão - Rosa
publicado por EA às 21:34

De Anónimo a 15 de Outubro de 2007 às 18:20
Tu escreves apaixonadamente bem... continua assim.. vou ser leitora assidua dos teus post... tou a espera de outro....


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